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Em posse de Brizola Neto, Dilma critica juros, impostos e câmbio

03/05/2012

Estadão.com.br

Em uma cerimônia rápida marcada pela presença das principais personalidades políticas brasileiras, o novo ministro do Trabalho Brizola Neto (PDT-RJ) foi empossado nesta quinta-feira, 3, em solenidade no Palácio do Planalto.

Dilma Rousseff enalteceu o crescimento do número de postos de trabalho e comparou aos níveis observados internacionalmente ao dar início ao seu discurso. Segundo ela, o Brasil navega na contramão ao criar, somente neste ano, mais de 2 milhões de vagas. A presidente citou Lula ao falar sobre a nova realidade brasileira de formalização de empregos.

Além de criticar a manipulação do câmbio, a presidente falou ainda sobre os desafios para o novo posto e afirmou que o seu governo terá a partir de agora: diminuir a taxa de juros aos níveis praticados pelo mercado internacional e a diminuição dos impostos para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros.

Para Dilma, o caminho do crescimento é o da educação e o da capacitação do trabalhador. “Trazemos ao Ministério do Trabalho um jovem que simboliza, principalmente pelo sobrenome, um século de lutas pelas conquistas do trabalhador brasileiro. Carrega a história de seu bisavô João Goulart”, disse ela relembrando que, na mesma idade de Brizola Neto, Jango foi empossado ministro do Trabalho do governo Vargas. “Brizola Neto ocupa a partir de hoje um cargo criado por um estadista e levado por um trabalhista”, disse.

Em um discurso marcado por agradecimentos, Brizola diz que o desemprego já não faz mais parte da realidade brasileira e pontuou que é preciso ter avanços na política trabalhista brasileira. Brizola finalizou o seu discurso resgatando o nome de seu avô, ao dizer que o seu sobrenome integra uma linha de boa trajetéria redesenhada por Lula e depois Dilma.

Ministro do Trabalho descarta pedir demissão

Foto: Marcello Casal Jr/ABr
08/11/2011 - Da redação

Carlos Lupi afirmou que continuará no cargo e afirmou que denúncias partem de fraudadores do FGTS e INSS

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, descartou a possibilidade de renunciar ao cargo, após divulgação de denúncias contra sua pasta. No sábado, a revista “Veja” apontou irregularidades nos contratos entre ONGs e governo. 

“Estou no vespeiro. Vou nesta luta até o fim. Descarto totalmente a renúncia. Morro, mas não jogo a toalha”, disse ele, em entrevista ao jornal “O Globo”, ele apontou empresários.

Lupi afirmou que as denúncias são represália de “poderosos inimigos” tentando derrubá-lo. “Por trás das denúncias, há o dedo daqueles que ficaram insatisfeitos com a implantação do ponto eletrônico no país. Muitas empresas pagam a hora extra, mas não recolhem FGTS e INSS. Com o ponto, o ministério passa a enfrentar essa sonegação”, afirmou. 

O ministro ainda afirmou que parte das denúncias haviam sido investigadas pelo próprio ministério. “Constatamos o problema com a CGU (Controladoria Geral da União), que é nossa parceira. Mas isso não é dito”. 

Acusações

A reportagem da revista “Veja” aponta que o Marcelo Panella, ex-chefe de gabinete e amigo pessoal de Lupi, teria cobrado de 5% a 15% do valor do contrato com ONGs para restabelecer repasses suspensos por irregularidades. 

Panella deixou o cargo em agosto, mas Lupi diz que a saída foi por pedido do próprio chefe de gabinete. “Marcelo me pedia desde o ano passado para sair. Ele tem um filho de 10 anos e pavor de viajar de avião. Está esgotado. Por ele, ponho os pés e as mãos no fogo. Nós nos conhecemos há 25 anos”. 

Outro acusado, o coordenador-geral de Qualificação Anderson Alexandre dos Santos, foi afastado no sábado. Embora tenha decidido pela saída do funcionário, Lupi evita fazer acusações. “Pedi ao Anderson, que trabalha há oito anos no Ministério, que saísse para que pudéssemos apurar as denúncias. Ele é um cara humilde. Está em depressão”.

Band.com