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ESPECIALISTAS EXALTAM ADEQUAÇÃO INSTITUCIONAL POR ELEIÇÕES EM 2020

TSE agiu conjuntamente com o Congresso na redefinição da data para realização das 
eleições municipais de 2020 | Roberto Jayme/Ascom/TSE

30/07/2020

O desafio de fazer eleições municipais durante a epidemia da Covid-19 e os riscos inerentes à discussão do processo eleitoral em ambiente de crise e movimentos antidemocráticos foram apropriadamente enfrentados pelas instituições brasileiras. É a opinião de especialistas em Direito Eleitoral, que falaram sobre como a adequação institucional se deu em contexto tão complicado.

O debate ocorreu como parte do 1º Congresso Digital da OAB, na tarde desta terça-feira (28/7). A mesa com o tema “Democracia: o grande teste das Eleições 2020” teve mediação do advogado Delmiro Dantas Campos Neto, membro do conselho consultivo da Escola Superior de Advocacia Nacional.

A discussão abordou principalmente a Emenda Constitucional 107, que adia os dois turnos eleitorais, inicialmente previstos para os dias 4 e 25 de outubro, para 15 e 29 de novembro, respectivamente. Também estabelece novas datas para outras etapas do processo, como registro de candidaturas e início da propaganda eleitoral gratuita.

Assessora da presidência do Tribunal Superior Eleitoral, Roberta Gresta destacou a colaboração entre Congresso Nacional e a corte na definição da melhor maneira de lidar com o adiamento. Ela destacou que a periodicidade do voto é elemento basilar de estruturação de uma democracia, e seu redimensionamento poderia dar vazão a discursos antidemocráticos.

“É um acerto de orientações dentro da compreensão de que não teríamos saída adequada se não fosse por meio do diálogo. É o Congresso que tinha o poder para determinar a excepcionalíssima necessidade de adiamento das eleições. Mas precisava ouvir a Justiça Eleitoral, que é o órgão especializado em fazer eleições. A Emenda Constitucional 107 demonstra esse acerto”, disse.

Ministro Carlos Horbach participou de mesa do Congresso 
Digital sobre eleições 2020 | Roberto Jayme/ Ascom /TSE
Já o ministro substituto do TSE, Carlos Horbach, destacou outro aspecto: como a necessidade de mudança por conta da epidemia fez condicionar direitos e valores para que houvesse uma adequação dentro das possibilidades. O que ocorreu, em sua avaliação, foi uma otimização do processo eleitoral a partir das restrições geradas pela crise.

“Temos que enxergar direitos políticos como liberdade de expressão, no caso do discurso político, e de reunião, no caso do comício, e condicionar esses direitos em nome da melhor e da maior precaução na condução dos trabalhos eleitorais em ambiente de pandemia. Restrições eventualmente existentes são que as que se apresentam dentro de um arcabouço de vigilância do TSE e do Congresso em nome desses mesmos direitos, e da manutenção do nosso ordenamento jurídico constitucional”, analisou.

A secretária-geral do TSE, Aline Osório, comparou a experiência de outros países que adiaram suas datas eleitorais por causa da pandemia para elencar os riscos envolvidos: deslegitimação dos eleitos, restrição do princípio democrático e desincentivo à participação do eleitorado. O risco político é acentuado, em sua análise, mas foi analisado com cuidado pelos responsáveis, segundo sua análise.

“O TSE e o Congresso tiveram a preocupação em não prorrogar mandatos justamente pelos problemas democráticos envolvidos. A nova data foi pensada a partir de ampla consulta a médicos, especialistas, instituições da sociedade civil. Todos estimaram que em meados de novembro a trajetória do vírus deve estar descendente ou ao menos estabilizada. A Justiça Eleitoral ainda tem adotado medidas para garantir a segurança do pleito”, afirmou.

Desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul, Daniel Castro destacou que, embora o momento seja de restrições causadas pela epidemia, pode ser também proveitoso no sentido de discutir medidas de aprimoramento do sistema eleitoral brasileiro e de implementação de novas ideias. Como exemplo, citou proposta de voto distrital misto, preparada por grupo de trabalho do TSE sob coordenação do agora presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso.

“Devemos aproveitar esse momento em que prioridades são apontadas para a segurança das eleições, mas também voltar a debates técnicos, temas polêmicos que podem engendrar o fortalecimento da democracia brasileira”, disse. “Podemos aproveitar esse tempo de debate para tratar de assuntos a fim de evoluir e, além de termos eleições seguras com todos os critérios necessários, não esquecer de alguns temas importantes que devem ser analisados”, complementou.

Embora atuantes no Tribunal Superior Eleitoral como secretária-geral e assessora da presidência, respectivamente, Aline Osório e Roberta Gresta esclareceram que se pronunciaram no Congresso Digital da OAB na condição de acadêmicas.

Fonte: Portal Consultor Jurídico

OAB Nacional e Seccionais juntas na Semana de Combate à Corrupção

18/03/2015

O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, reafirmou o engajamento dos presidentes de Seccionais e dos conselheiros federais da Ordem na Semana de Mobilização pelo Combate à Corrupção. A iniciativa, que ocorre entre os dias 23 e 29 de março, tem como objetivo a implementação em todo o país do plano de combate à corrupção aprovado pelo plenário em 2014.

“Tal qual a bem-sucedida Semana de Valorização do Jovem Advogado, as Seccionais da OAB se envolverão nesta importante campanha da nossa instituição”, afirmou Marcus Vinicius. “O papel da OAB é dar vazão institucional às reclamações da sociedade. Neste momento, temos como dever de ofício, dada nossa missão como advogados, canalizar esse anseio pelo fim da chaga que é a corrupção, por meio de mudanças estruturais que combatam as suas causas.”

Cada uma das 27 Seccionais da OAB terá independência para elaborar a programação da Semana de Mobilização pelo Combate à Corrupção. Na pauta das demandas da OAB está a implementação de medidas discutidas e aprovadas pelo Conselho Pleno da entidade, entre elas a criminalização do caixa 2 de campanha, o fim do investimento empresarial privado em partidos e candidatos, o fortalecimento de mecanismos de auditoria e controle e a valorização da advocacia pública, entre outros. Leia o Plano de Combate à Corrupção aqui.

Nesta semana, a diretoria da OAB Nacional, juntamente com os presidentes das Seccionais, participará de uma série de audiências públicas em Brasília para difundir o plano de combate à corrupção da entidade. “A OAB tem força para mudar nosso país para melhor. Em 2013, fomos ao Congresso e conseguimos a aprovação da Lei Anticorrupção e o fim do voto secreto para cassação de mandatos. Não somos ‘longa manus’ de governo nem linha auxiliar de oposição: nosso único compromisso é com a defesa de causas que venham a melhorar o Brasil”, disse Marcus Vinicius.

Fonte: OAB


OAB apresenta a Dilma propostas de combate à corrupção

Furtado: "Brasil vive crise ética e precisa usar este momento para fazer mudanças"
RAFAB/GABINETE DIGITAL/PR

18/03/2015

Entidade propõe fim do financiamento empresarial a candidatos e partidos políticos e a criminalização do caixa 2 de campanha eleitoral

por Yara Aquino e Paulo Victor Chagas, da Agência Brasil 

Brasília – O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou hoje (17) à presidenta Dilma Rousseff propostas do plano de combate à corrupção elaborado pela entidade. Entre os itens estão o fim do financiamento empresarial a candidatos e partidos políticos e a criminalização do caixa 2 de campanha eleitoral. As propostas foram apresentadas pela OAB no momento em que o governo se prepara para enviar ao Congresso Nacional um pacote de medidas de combate à corrupção.

O presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado, disse que o Brasil vive uma crise ética e que é preciso usar este momento como uma oportunidade para fazer mudanças. “A população exige que sejam adotadas providências concretas, reais e efetivas, para mudar a estrutura do Estado brasileiro, que viabiliza esse tipo de conduta, essa corrupção impregnada em todos os entes da Federação e que deve ser combatida de forma sistêmica.”

Segundo Furtado, Dilma demonstrou receptividade a algumas das medidas. No entanto, ele evitou detalhar quais propostas da OAB tiveram a simpatia da presidenta e se ela se comprometeu a incluir as sugestões da entidade no pacote do governo. As propostas da OAB serão apresentadas também a líderes de partidos.

Outras medidas do Plano de Combate à Corrupção da OAB são o cumprimento da ordem cronológica no pagamento das contas públicas; a redução dos cargos de livre nomeação no serviço público, com prioridade para servidores de carreira e concursados; e a instituição da existência de sinais exteriores de riqueza incompatíveis com a renda e o patrimônio como critério para perda de cargo público e bloqueio de bens.

Sobre o fim do financiamento empresarial para candidatos e partidos, Marcus Vinícius Furtado destacou que é preciso ter limites para gastos eleitorais. “Campanhas milionárias não contribuem para o aperfeiçoamento da democracia. Temos que diminuir custos de campanha no Brasil, pensar em sistema eleitoral que não gere milhares de candidatos, milhões de despesas, que serão depois fruto de uma devolução por desvio de condutas impróprias”, disse.